terça-feira, 23 de outubro de 2012

ah sempre ele

Sim! Ainda sinto!
E acho que ainda sentirei por muito tempo!
O frio, o arrepio, o suor, o tremor...
A voz ligeiramente rouca e trêmula
Como meus dedos e pernas e coxas

É! Ainda é real
Meu positivismo ressalta você nos melhores sonhos
E gero energias que te fecundam no ventre da paz
Da tranquilidade, do silêncio e do desejo

É! Como amar sem desejar?
Sem o coração acelerar só com o teu vulto, com teu viço!
Seria amor?
Que amor serve de conveniência senão aquele frio, arredio, que mantêm o tino?
Que tipo de amor é este que as pessoas inventaram que é gélido, inerte, sozinho, vazio?

Como não olhar o relógio e alegrar-se porque a  hora aproxima-se?
E ele mesmo te entristecer porque a hora já acabou e você ou eu precisamos ir?
Não existe amor sem desejo, sem carinho, sem  ternura, sem saudade, sem vontade, sem os tremores febris como as tardes quentes de verão!

Amadurecemos! Mas o amor é imaturo!
Nos deixa como adolescentes que se aventuram ao menor sinal
De novidades ou não!

Mas ele não é racional! E é perfeito do jeito que é!
É a variável da nossa existência, é o ponto equilibrado de total desequilíbrio!

Quando você olha para o futuro e não sabe exatamente onde e como vai estar
Mas sabe que, esteja onde e como estiver, é com ele(a) que quer estar
É amor! Tão puro e simples!

2 comentários:

  1. Ah, o Amor!

    ... Delícia de poesia, estão madura as tuas linhas, querida. Ainda sonho em tê-la na minha estante.
    Beijos

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  2. Saudades de você Luíza.
    Gostei muito de sua poesia, o amor é mágico.

    Beijos com carinho.

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