Tão poucas palavras, ou nenhuma
E nem digo, calo apenas
E o silêncio que grita em mim, grita na madrugada
Que me rouba o sono
Os dias são tão iguais e diferentes do que pensei
Houve o tempo do contentamento, e já não é mais
E no tempo perdeu-se no caminho e nunca mais voltou
Era tempo de ir embora
Só esqueceu de levar tudo
Deixou o vulto, a lembrança
Farei uma enorme fogueira e ali queimarei
Dançarei em volta e entoarei cânticos que não compreendo
De breve virá a chuva
O fogo logo cessará
Só cinzas
E o colorido que já se finda
Só cinzas
Nem fogo, nem cânticos, nem chuva
Só cinzas
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Subserviência
Subserviência é resultado do medo. O medo de sermos nós mesmos - a falta de coragem para enfrentar, mudar, mover-se em outra direção. O auto-respeito nos livra do medo e da dependência.
Quando deixamos de pensar sobre nós mesmos com honestidade, nos tornamos subservientes às opiniões sociais e às pessoas com quem interagimos. Para romper a subserviência temos que examinar os bloqueios e emoções que nos limitam.
Um os fatores que nos levam a alimentar essas limitações, são as emoções transferidas pelo que recebemos do outro. Nem sempre recebemos o que queremos, o que desejamos. As pessoas teimam em dar seus restos, suas sobras. E nós, a recebemos. Aceitamos. Até quando isso será o bastante? Eis a questão.
Podemos SIM construir nossa própria história. Isso se faz sozinho. As pessoas são apenas personagens que vamos adicionando e que têm sim sua importância e são sim fundamentais. Mas nós é que temos que ser os diretores, escritores e atores principais da nossa história. E somos nós que gritamos -quando chega a hora -: CORTA!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O amor muda tudo
O amor muda tudo
Mãos e faces
Terra e Céu
Como você vive e
Como você morre
O amor pode fazer o verão voar e ser frio
Ou a noite parecer com a vida, clara e luminosa
Faz a chuva quente e seca, áspera
Sim, amor
Agora eu tremo em seu nome, em seu toque
Meus poros abrem-se com o suspiro que sai de você, e fecha quando vai embora
Nada no mundo será sempre o mesmo
Os dias são mais longos
As palavras dizem mais
A dor é mais profunda do que antes
Amor girará o mundo ao redor
E esse mundo durará para sempre
Sim, Amor
Amor muda tudo
Traz tua glória
Traz tua desgraça
Nada no mundo será sempre o mesmo
Distante no mundo entramos
Planejamentos futuros
Dando forma aos anos, dias, horas
Explosões partindo de dentro e de repente...
...Toda nossa sabedoria desaparece
Amor
Faz qualquer um de tolo
Todas as regras que fazemos são quebradas
As flores não são simplesmente flores
Sim, Amor
Amor muda tudo
Vive a perecer em sua fama
O amor nunca, nunca deixará você ser o mesmo
E pior que possa parecer, não sentiremos falta de quem fomos um dia...
...Antes de conhecer o amor
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
\o/ \o/ amigo, bom demais \o/ \o/
A gloria da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia.
É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você. E essa inspiração se completa quando você também acredita e confia no outro transformando-se numa poderosa energia.
É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você. E essa inspiração se completa quando você também acredita e confia no outro transformando-se numa poderosa energia.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
SERhumano, acima de tudo
Costumo dizer que passamos uma parte da nossa vida tentando construir quem queremos ser e a outra parte tentando mudar quem somos.
Era só um garoto como outro qualquer, mas tinha uma vontade de fazer tudo diferente de todos. Uma alegria que beirava tonalidades teatrais, era popular. No auge de seus 16 anos achava que poderia abraçar o mundo inteiro apenas com a vontade voar, esticava bem os braços, fechava os olhos e atirava-se.
Em casa, sempre silêncioso e quieto. A casa sempre cheia impedia que percebessem seu silêncio. A bem da verdade, sua presença ou ausência era pouco notada. Exceto quando voltava para casa tarde da noite e esquecia sua chave. Alguém tinha que abrir.
O tempo passou e pouca coisa mudou. Ele, que passou parte da sua vida tentando compreender quem era, constituir sua personalidade a despeito de seus medos e dúvidas, pouco sabia a esta altura sobre si mesmo. Mas sabia que era diferente, não gostava do que sentia. Sentia medo. Escondia-se num vaozinho que arrumara dentro de si mesmo e mantinha-se ali, encolhido. Poucos o enxergavam de verdade.
Como todos, um dia descobriu quem era. E embora tenha debatido-se ferozmente diante da realidade que o marcara pelo resto de sua vida, nada restava-lhe a não ser aceitar-se, uma vez que "seu mundo" não aceitava.
Colocou sua mochila nas costas, vestiu seu all star, seu boné e foi embora. Na mochila só coisas essenciais, nada que pesasse ou o lembrasse daquela época em que tudo o reprimia, mal sabia que levava consigo um peso que não poderia dispensar, por mais que quisesse: suas memórias.
Hoje um adulto, ainda tenta aceitar-se e compreender sua natureza. Em meio a erros e acertos vai reescrevendo sua história e tenta colocar nelas um final feliz. A casa enorme e vazia é o espelho de sua alma, mas tem um enorme janelão escancarado por onde entram feixes de luz tornando o ambiente todo iluminado.
A história poderia ser diferente a partir de um certo ponto. O ponto que normalmente marca a vida de qualquer pessoa: Aquele em que não devemos estar sozinhos.
Sim, sua sexualidade é diferente. Mas suas necessidades de pessoa, de filho, de irmão, de amigo, de cidadão... são as mesmas de qualquer outro ser humano.
O preconceito fede tanto quanto a hipocresia que margeia nossa sociedade.
Repensemos.
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