Era uma tarde como outra qualquer
Nem quente, nem fria, nem outono, nem viril
Peguei na mão da minha ousadia e sai
A terra ainda umedecida pela água que logo cedo caíra
Exalava um cheiro que lembro bem
Silêncio: é uma canção!
Eu a conheço!
Ah, é o rio... ele tem pressa. Há um encontro, precisa ir correndo
Mas vai cantando e contando aos que encontra no caminho sua história
Lhe saúdo e sigo.
Ainda não sei bem onde vou
Mas minha ousadia ainda segura firme na minha mão
Sinto: Sou livre como aquele rio que segue
Ou como aquela terra úmida
Ou como o cheiro que sai dela
Ou como algo que ainda não conheço, mas o sou
Não tenho rumo, nem prumo
E tenho tudo, tudo me tem, tudo me detém
Me descalso de mim e deixo meus pés nús - d e s p i d o s
Que criem vida! Sejam livres! Ousem e sigam!
Vê? Eles vão...
Confúcio disse que nada dura, mas tudo se transforma
Por isso, assim, sem querer
Engoli um casulo
E hoje...
Uma borboleta mora em mim
assim, sem querer
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sábado, 13 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
De malas prontas
"Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias.
Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo preenchê-la com coisas novas.
Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo."
Caio Fernando Abreu
Ah, se o Caio me permite, eu acrescento:
Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo preenchê-la com coisas novas.
Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo."
Caio Fernando Abreu
Ah, se o Caio me permite, eu acrescento:
Novo também é o olhar. Troquei-o. Não me interessava mais. Este, o de hoje, é mais leve, mais aberto, mais alegre e... mais meu!
É tudo o que preciso: Uma mala e um novo olhar!
sábado, 9 de abril de 2011
Mudança Já!
Quem nunca se sentiu navegando contra o vento?
Esse sentimento (ruim), além da escuta humilde e receptiva de algumas pessoas, têm me mostrado que é preciso que seja desenvolvida uma capacidade ainda maior de adaptação às condições do momento vivido. Isso não quer dizer cruzar os braços e deixar as coisas acontecerem a bel-prazer. E sim garantir a sobrevivência de si mesmo e permitir revelações sobre nossas possibilidades de bem-estar. Repito: possibilidades (no plural), pois são muitas, inúmeras.
Acredito que o caminho inicial seja o da observação: como lido (amos) com contrariedades e imprevistos? Uma escolha: desenvolver uma tempestade em copo d´ água ou buscar novas soluções sem drama.
O passo mais difícil é desapegar-se do nosso ponto de vista e abrirmos a outros, uma vez que a maleabilidade evita o dispêndio de energia e emoções negativas, além de tornar benéfica a relação com outras pessoas e o mais importante, nos prepara para mudanças. Afinal de contas “TUDO MUDA O TEMPO TODO NO MUNDO” já dizia Lulu Santos.
Percebo essa máxima também na natureza. Existem várias fases: crescimento, estabilização e declínio. E tudo acontece em forma de ciclo.
Pois é galera, descobri um segredo: buscar no cotidiano o desenvolvimento de um espírito mais flexível e assim potencializar o senso de oportunidade.
A gente só vive uma vez e existem oportunidades que não voltam mais, sensações que não retornam, sentimentos que uma vez perdidos não renascem, amizades que se bem cuidadas duram uma eternidade, amores (impossíveis ou não) que faz uma festa e uma ventania dentro de você uma única vez. Perder tempo é perder vida. Chorar é envelhecer. Lastimar é empobrecer a alma e o coração.
Mudança JÁ!
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