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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Só um colinho

Leve voo e o vento me leva bem leve como folha levada até cair no teu quintal
Levantar de manhãzinha e ficar ali, paradinha colibri de tão leve no ar, no vento
Levada em pluma lenta e branquinha solta e alta
Elevados os pensamentos até tocarem os teus dedos
É o tato que toca meu eu e me transporta para si, ali, acima
E me debruço nos teus pezinhos e suplico um carinho, de levinho
E leve teu tato toca o que sou e me soltas um sorriso
Que de brilho e cor e som e luz e flor e cheiro, vejo que és Deus
E fico leve porque é teu dedinho que me leva e eleva alto para alcançar teu peito
E cantarolando com as batidas do teu peito, solto um suspiro e adormeço