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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

De dentro pra fora

Os 6 primeiros meses desse ano trouxeram muitas coisas (aquele momento que você vai do céu ao inferno em fração de segundos): Violência contra mulher, roubo, desemprego, decepção com amigos, com família, descaso das autoridades, problema financeiro, de saúde e psicológico.

As pessoas ajudam por um tempo. Depois naturalmente retomam suas vidas. É assim que tem que ser. Ninguém mais fica "até o fim" com ninguém!

Errado!

Fica sim. Tive duas pessoas essenciais nesses maus momentos: Minha mãe santíssima, a qual dedico - frágil - mas sincera devoção, e ao seu filho, meu amado Jesus.

Com eles eu fraquejei muitas vezes, me desesperei outras mil. Mas eu sempre pegava no sono com o rosto ainda molhado e acordava melhor. Silenciosamente eles me acolhiam em seu amor e cuidavam de mim. Abri mão de psicólogos, de algumas outras ajudas, não porque achei que fosse certo, mas porque meu coração pedia. E não me arrependi!

Enquanto lutava por vida era Ela quem eu via. Enquanto as lágrimas me cegavam, era Ele quem me guiava.

Ainda fraquejo, sofro, caio... Mas Deus desenvolveu em mim a capacidade de me levantar - ainda que de joelhos -, ainda que eu esteja machucada. E Ele tem permitido que eu seja feliz nas pequenas coisas. E é uma felicidade que não vem de pessoas, ou de coisas. Vem de dentro de mim. As pessoas não são o centro, mas o complemento dessa felicidade.

Não importa que adversidade estejamos enfrentando nesse momento, com certeza não é maior que o amor que Deus tem por nós, da vontade que Ele tem de nos fazer felizes... Não é maior que o sonho que Ele tem para nós. Não importa quantos se empenhem em destruir tais sonhos, não conseguirão!

Sempre que alguém faz mal a nós, esse mal torna-se uma ponte para algo ainda maior, melhor. Quanto mais somos afligidos, mais exaltados somos diante de Deus, mais justificados somos por Ele.

Mais amados...

Não me considero forte! Me considero uma pessoa fortalecida no amor".

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Só um colinho

Leve voo e o vento me leva bem leve como folha levada até cair no teu quintal
Levantar de manhãzinha e ficar ali, paradinha colibri de tão leve no ar, no vento
Levada em pluma lenta e branquinha solta e alta
Elevados os pensamentos até tocarem os teus dedos
É o tato que toca meu eu e me transporta para si, ali, acima
E me debruço nos teus pezinhos e suplico um carinho, de levinho
E leve teu tato toca o que sou e me soltas um sorriso
Que de brilho e cor e som e luz e flor e cheiro, vejo que és Deus
E fico leve porque é teu dedinho que me leva e eleva alto para alcançar teu peito
E cantarolando com as batidas do teu peito, solto um suspiro e adormeço