Agora é tempo de estagnação.Como linhas de um livro cada vez mais curtas, cada vez menos palavras.
O tempo agora é de silêncio, de buscar dentro do que sou um significado maior para tudo o que há de vir.
Molho-me agora no mar do meu esquecimento e refresco-me em suas gélidas águas enquanto promessas arrepiam em mim.
Arranco para fora da pele a roupa que me aperta e sufoca. Dissipo os maus pensamentos e substituo-os pelo vazio do refazimento. Pausa!
Logo amanhecerá e as palavras novas surgirão como o astro que traz em si toda a força e calor. O silêncio vai-se aos poucos dissipando e esvaziando-se da mudez.
Revisto-me de novas vestes. E limpa das sombras que fragilizam-me contemplo o horizonte amplamente alargado e sei:
Poderei sempre retornar à estas águas. E o astro sempre surgirá como mensageiro de uma nova era.