sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O tempo

Vagueio em busca do tempo ora perdido
Ele, malandro e faceiro, corre com os dentes entre os lábios sorrindo de mim
Adentro nas memórias já esquecidas e procuro, sacudindo as tralhas para o alto, aquilo que já nem lembro mais
Fio-me no vazio de minh´alma, fito o que ainda há de bom em mim e já não esmoreço: existo!
Reproduzo no vento inconstante as imagens de mim mesma e que um dia fora eu: não sou!
As imagens, em preto e branco, vão colorindo as telas da imaginação do que deveria ter sido: e não foi!
E os sons, gritos e gemidos, sorrisos e choros, gargalhadas e silêncios, são apenas letras reproduzidas – como que borboletando - no universo daquilo que não pôde e não poderá ser dito: calo!

Contabilizo, todavia resignada, as inúmeras desventuras. Culpo o próprio tempo, já que o espelho – ah o espelho – acusador insensível, revoga toda culpa a ele atribuída.

E, rindo de mim, ele mesmo trata de curar dores que ele mesmo causou. Fecha feridas que ele mesmo abriu. Sela o que ele mesmo rompeu. E seguimos abraçadaos porque um do outro necessita para chegar, seja lá onde for.

Ele, o tempo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ah sempre ele

Sim! Ainda sinto!
E acho que ainda sentirei por muito tempo!
O frio, o arrepio, o suor, o tremor...
A voz ligeiramente rouca e trêmula
Como meus dedos e pernas e coxas

É! Ainda é real
Meu positivismo ressalta você nos melhores sonhos
E gero energias que te fecundam no ventre da paz
Da tranquilidade, do silêncio e do desejo

É! Como amar sem desejar?
Sem o coração acelerar só com o teu vulto, com teu viço!
Seria amor?
Que amor serve de conveniência senão aquele frio, arredio, que mantêm o tino?
Que tipo de amor é este que as pessoas inventaram que é gélido, inerte, sozinho, vazio?

Como não olhar o relógio e alegrar-se porque a  hora aproxima-se?
E ele mesmo te entristecer porque a hora já acabou e você ou eu precisamos ir?
Não existe amor sem desejo, sem carinho, sem  ternura, sem saudade, sem vontade, sem os tremores febris como as tardes quentes de verão!

Amadurecemos! Mas o amor é imaturo!
Nos deixa como adolescentes que se aventuram ao menor sinal
De novidades ou não!

Mas ele não é racional! E é perfeito do jeito que é!
É a variável da nossa existência, é o ponto equilibrado de total desequilíbrio!

Quando você olha para o futuro e não sabe exatamente onde e como vai estar
Mas sabe que, esteja onde e como estiver, é com ele(a) que quer estar
É amor! Tão puro e simples!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Flores no caminho

Apanhando flores no caminho
murchas, sem cor, sem vida, sem folha
defuntas duma árvore qualquer que segue sua vida sem prestar luto algum
De nada serviria, de nada valeria
Marca a página qualquer dum livro que há tempo lia
Ressecada num marrom gélido, achatada por letras e frases e palavras sem sentido qualquer

Há quem lembre-se de que um dia houve um cheiro? um frescor? uma beleza?
A mão que a arrancara-lhe há de prestar luto ou remorso?

Os pássaros ainda cantam sua beleza de outrora
O livro há de guardá-la como tumulo vindouro
E os dedos que lentamente passam as páginas
Há de em fim tocá-la
E mesmo ressequida
Alguém há de lembrar seu nome
Flor!

domingo, 16 de setembro de 2012

Oi blogueiros -)

Amigos do barraco

andei um pouso sumida... aliás, muito sumida.

muito trabalho... viagem...

mas sempre lembrando de todos aqui e pensando: o que andam escrevendo?

breve breve voltaremos a nos encontrar em nossas linhas

bjs e até breve

saudades de lê-los!!!

eu volto

ora cá, ora  lá
não páro
sigo sigo sigo
e sinto a minha vida parada
avião sempre subindo e as imagens diminuindo... indo... indo
coisas a resolver e a distanciar
espero
ele espera
quanto tempo mais?

eu volto!
quando será?

eu volto?
espera...